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Anvisa alerta que ashwagandha, suplemento divulgado no TikTok, é proibida no Brasil

Segundo a agência, o produto não tem registro e a erva não está entre os ingredientes autorizados. O alerta vem depois de um caso grave relatado no Reino Unido

Redação SM Agora2 min de leituraWhatsAppFacebook
Cápsulas de suplemento espalhadas sobre uma superfície clara, ao lado de raízes secas de ashwagandha
Cápsulas de suplemento espalhadas sobre uma superfície clara, ao lado de raízes secas de ashwagandha · Foto: myHerb / Pixabay (Licença Pixabay)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltou a avisar que o suplemento de ashwagandha é proibido no Brasil. A erva asiática ficou conhecida nas redes sociais, principalmente no TikTok, onde é recomendada para relaxar e aliviar sintomas da perimenopausa. Segundo a agência, o produto não tem registro no país e a substância não está na lista de ingredientes liberados para suplementos alimentares.

"Sua fabricação, comercialização, distribuição e uso são proibidos no país", informou a Anvisa em nota publicada na terça-feira (21). A Agência Brasil noticiou o alerta nesta quarta-feira (22).

Caso no Reino Unido motivou o aviso

A Anvisa explica que o alerta foi motivado pelo caso de uma mulher britânica que teria tido insuficiência hepática, paradas cardíacas e danos cerebrais graves depois de usar o produto. A nota não traz a identidade da paciente nem informa quando os fatos aconteceram.

A nota faz parte da iniciativa "Sem Desinformação", com a qual a agência responde a conteúdos sobre saúde que circulam na internet.

O que diz a regra sobre suplementos

A agência lembra que a RDC nº 243/2018 só permite fabricar suplementos com ingredientes que ela própria autorizou. Pela definição da Anvisa, suplementos alimentares são produtos tomados por via oral, como comprimidos, cápsulas, pastilhas, pós e barras, e servem para complementar a alimentação de pessoas saudáveis.

A norma também limita a forma de divulgar esses produtos. "É terminantemente proibido vincular o uso desses produtos a alegações de cura, tratamento e prevenção de doenças", afirma a agência na nota. Isso vale também para conteúdos que apresentam suplementos como solução para sintomas ou problemas de saúde.

Orientações ao consumidor

A Anvisa recomenda que o consumidor:

  • decida se vai usar suplemento junto com um profissional de saúde habilitado;
  • siga o modo de uso, as doses e as advertências do rótulo;
  • saiba que a maior parte dos riscos vem de produtos irregulares, mas que produtos regularizados também podem causar danos quando usados de forma errada.

"Nem todas as pessoas precisam utilizar esses produtos", afirma a agência.

Os moradores de Santa Maria que compram suplementos pela internet ou por indicação de perfis nas redes sociais devem conferir se o produto e seus ingredientes são permitidos pela Anvisa antes de usar. Antes de começar qualquer suplementação, a orientação é consultar um profissional de saúde.

A nota da Anvisa não explica se a proibição também vale para preparações feitas em farmácias de manipulação com receita médica.

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