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Curso gratuito de drones em Santa Maria é concluído por 16 alunos

Formação de 40 horas teve aulas no SENAI do Distrito Industrial e previa bolsa de até R$ 1,5 mil por participante

Redação SM Agora5 min de leituraWhatsAppFacebook
Drone profissional sobrevoando uma área urbana, ilustrando curso de pilotagem e legislação realizado em Santa Maria.
Drone profissional sobrevoando uma área urbana, ilustrando curso de pilotagem e legislação realizado em Santa Maria. · Foto: Pexels / Pixabay (Licença Pixabay)

A primeira turma do curso gratuito de Pilotagem e Legislação para Voo com Drone, oferecido pela Prefeitura de Santa Maria, foi concluída por 16 alunos em junho de 2026. A capacitação integrou o programa RS Qualificação Recomeçar, desenvolvido em parceria com o Governo do Rio Grande do Sul, e combinou formação profissional com a possibilidade de pagamento de bolsa-auxílio aos participantes que cumprissem os critérios previstos no edital.

Com carga horária de 40 horas, o curso ocorreu entre 18 e 22 de maio, no SENAI do Distrito Industrial. A proposta foi preparar os estudantes para o uso de drones e apresentar as regras relacionadas às operações com esse tipo de equipamento. As inscrições, realizadas entre 17 de março e 22 de abril, já estão encerradas.

Segundo a Prefeitura de Santa Maria, a atividade disponibilizou 16 vagas. O número de concluintes informado pelo município em junho corresponde, portanto, ao total de lugares ofertados para essa turma.

Formação reuniu operação e regras para os voos

O nome do curso resume os dois eixos da capacitação: pilotagem e legislação. Na prática, isso significa que os alunos tiveram contato tanto com o funcionamento e o controle de drones quanto com as exigências que precisam ser observadas antes e durante um voo.

A legislação é uma parte essencial desse tipo de formação porque o uso de drones não se limita ao domínio do controle remoto. As operações devem considerar regras de segurança, limites para o voo e exigências dos órgãos responsáveis. O curso foi estruturado justamente para apresentar esse conjunto de cuidados aos participantes, conforme a descrição divulgada pela Prefeitura.

A formação também atende a uma demanda de qualificação em uma área que pode ser utilizada em diferentes atividades profissionais. Drones são empregados, por exemplo, na produção de imagens, no acompanhamento de áreas, em serviços técnicos e em ações que exigem observação a partir do ar. O material divulgado pelo município, porém, não informa em quais setores os alunos pretendiam trabalhar nem se houve encaminhamento profissional após a conclusão.

As aulas foram realizadas no SENAI do Distrito Industrial, instituição indicada pela Prefeitura para a execução da capacitação. O local concentrou as atividades de uma turma formada por moradores selecionados conforme os critérios estabelecidos no edital.

Quem podia participar da seleção

Para se candidatar, era necessário ter, no mínimo, o Ensino Fundamental incompleto. A inscrição não foi feita pela internet: os interessados precisaram comparecer presencialmente à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Santa Maria dentro do período definido pelo município.

A documentação solicitada incluía documento de identidade, CPF, comprovante de residência e Carteira de Trabalho e Previdência Social. Quando fosse o caso, também deveria ser apresentado comprovante de inscrição no Cadastro Único. A exigência permitiu reunir informações sobre a situação cadastral, profissional e social dos candidatos.

De acordo com o edital de seleção, a prioridade foi dada a pessoas desempregadas ou em situação de vulnerabilidade social. Dentro de cada um desses grupos, metade das vagas deveria ser destinada preferencialmente a mulheres. O critério buscou ampliar o acesso à formação para pessoas com maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho.

A Prefeitura informou que o edital definiu as regras de seleção e os documentos necessários. Como as inscrições ocorreram em 2026 e a turma já foi encerrada, não há, nas informações divulgadas, previsão de uma nova edição ou de abertura de cadastro reserva para o mesmo curso.

Bolsa dependia de frequência e aproveitamento

Além da gratuidade, o programa previa uma bolsa permanência para os participantes que concluíssem a formação. O benefício era de R$ 750 a cada 40 horas cursadas, com limite total de R$ 1.500 por aluno.

O pagamento não era automático para todos os inscritos. Segundo as regras apresentadas pela Prefeitura, o estudante precisava ter frequência mínima de 80% e aproveitamento no curso. Esses requisitos vinculavam o recebimento da bolsa à participação efetiva e à conclusão da capacitação.

O recurso seria pago pelo Governo do Estado por meio do Cartão Cidadão. O material divulgado não informa quantos dos 16 concluintes receberam a bolsa nem se todos cumpriram as condições necessárias para o pagamento. Também não foi divulgado um calendário individual de liberação dos valores.

A diferença entre a bolsa e um salário ou remuneração profissional precisa ser observada pelo leitor: o benefício tinha caráter de permanência e estava vinculado à participação no curso, não representando contratação pela Prefeitura, pelo SENAI ou pelo Estado.

Resultado encerra primeira turma divulgada

Em junho, a Prefeitura de Santa Maria comunicou que 16 alunos haviam concluído o curso de pilotagem e legislação para voos com drone. O resultado encerrou a etapa de formação iniciada com as inscrições presenciais e confirmou a conclusão da turma de 16 vagas.

A capacitação fez parte de um conjunto maior de ações do RS Qualificação Recomeçar. Conforme a Prefeitura, o programa foi executado em parceria com o Governo do Estado para oferecer oportunidades gratuitas de formação a públicos prioritários.

Para moradores interessados em participar de novas turmas, a referência é a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação e os canais oficiais da Prefeitura. Até a última informação disponível no material consultado, não havia anúncio de nova inscrição para pilotagem de drones em Santa Maria.

A experiência deixa como resultado uma turma formada em uma área técnica que exige conhecimento prático e atenção às regras de segurança. Para os alunos, a conclusão representa a certificação da participação em 40 horas de capacitação. Para o município, o curso amplia a oferta de qualificação vinculada a uma atividade que pode ser utilizada em diferentes serviços, embora os efeitos profissionais posteriores ainda não tenham sido divulgados.

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