Estudantes da UFSM usam marca-páginas para promover inclusão
Materiais produzidos por acadêmicos de Educação Especial abordam direitos, acessibilidade e combate ao preconceito contra pessoas com deficiência intelectual
Imagem meramente ilustrativaEstudantes do curso de Educação Especial da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) transformaram um trabalho acadêmico em uma ferramenta de informação sobre os direitos das pessoas com deficiência intelectual. Os marca-páginas foram produzidos para tratar de inclusão, acessibilidade e combate ao preconceito e já foram apresentados em uma feira realizada pelo Centro de Tecnologia e Inovação em Máquinas e Equipamentos (CTISM). A iniciativa também deve ser levada ao Descubra UFSM, marcado para os dias 12 e 13 de novembro, em Santa Maria.
A ação foi noticiada pelo Diário de Santa Maria em 30 de outubro de 2026. Segundo o jornal, o projeto nasceu de uma pesquisa desenvolvida pela mestranda Rafaela Andrade. A proposta começou com a elaboração de infográficos, mas o grupo optou por adaptar o conteúdo para um formato menor e de uso cotidiano. Assim, as informações passaram a circular em marca-páginas, objetos que podem chegar a diferentes públicos em escolas, bibliotecas e espaços de formação.
Conteúdo pensado para públicos diferentes
A produção envolveu acadêmicos do sexto semestre da licenciatura noturna em Educação Especial. Conforme o Diário de Santa Maria, o trabalho teve orientação de Sabrina Castro e Simone Ceolin e foi desenvolvido com o uso do Canva, plataforma digital de criação gráfica.
Os materiais foram organizados em versões destinadas a crianças e professores. A divisão permite ajustar a linguagem e os exemplos ao público que receberá o conteúdo. Para os estudantes mais novos, a abordagem busca apresentar noções de convivência e respeito. Para os educadores, o material reúne informações relacionadas à inclusão escolar, aos direitos e à identificação de ideias preconceituosas que ainda aparecem no cotidiano.
Entre os assuntos tratados estão o significado de deficiência intelectual e a diferença entre essa condição e doença mental. A distinção é relevante porque os termos não representam a mesma situação. A deficiência intelectual está relacionada a limitações no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo, enquanto a doença mental se refere a condições de saúde que podem afetar pensamentos, emoções ou comportamentos. A forma como esses conceitos são apresentados pode ajudar a reduzir confusões e estereótipos.
Os marca-páginas também abordam direitos das pessoas com deficiência intelectual e o papel da escola na construção de ambientes inclusivos. Segundo o material divulgado pelo Diário de Santa Maria, o objetivo é ampliar o acesso a informações que contribuam para combater a discriminação e estimular atitudes de respeito.
Recurso de acessibilidade acompanha os materiais
Uma das características do projeto é a presença de QR Codes nos marca-páginas. Os códigos direcionam para a descrição das imagens, recurso pensado para ampliar o acesso de pessoas cegas ao conteúdo visual das peças.
Na prática, a descrição de imagem permite que elementos gráficos sejam traduzidos em texto e lidos por tecnologias assistivas, como leitores de tela. Esse tipo de recurso não substitui todas as medidas de acessibilidade, mas ajuda a tornar materiais impressos mais acessíveis para pessoas que não conseguem visualizar ilustrações, cores ou textos apresentados apenas em formato gráfico.
A escolha do formato também dialoga com a própria proposta do curso. A página oficial da UFSM confirma a existência da Licenciatura em Educação Especial no campus de Santa Maria, com oferta presencial nos turnos integral e noturno. O curso pertence à área de Ciências Humanas e tem duração prevista de 10 períodos. A universidade informa ainda que a formação é voltada à preparação de profissionais para atuar no campo da educação especial.
Ao incluir descrição das imagens, o projeto aproxima a comunicação produzida pelos estudantes de uma preocupação central da acessibilidade: garantir que a informação possa ser compreendida por pessoas com diferentes necessidades. O material, portanto, não trata apenas do tema da inclusão, mas procura aplicar esse princípio na própria elaboração das peças.
Primeira circulação ocorreu em feira do CTISM
Os marca-páginas foram distribuídos durante a 6ª Feira de Ciências, Tecnologia e Cultura do CTISM. O evento serviu como espaço para apresentar a produção a visitantes e à comunidade acadêmica, além de aproximar a pesquisa desenvolvida na universidade de um público que não necessariamente acompanha as atividades dos cursos de graduação e pós-graduação.
A distribuição em uma feira de ciências amplia o alcance do trabalho porque coloca o material em contato com estudantes, professores e familiares. O formato compacto facilita o transporte e permite que a informação continue sendo consultada depois da atividade. Nesse sentido, o objeto funciona ao mesmo tempo como lembrança do evento e como suporte para a divulgação de direitos.
O Diário de Santa Maria não divulgou a quantidade de exemplares produzidos nem informou se haverá uma nova tiragem. Também não foi informado se os arquivos estarão disponíveis para impressão ou download pelo público.
Material deve chegar ao Descubra UFSM
A próxima previsão de divulgação é o Descubra UFSM, evento da universidade programado para 12 e 13 de novembro de 2026. De acordo com a Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), a programação ocorrerá no Largo do Planetário, no campus-sede da UFSM, no bairro Camobi, em Santa Maria.
A página da Prograd confirma as datas do evento e identifica o Descubra como uma atividade da universidade voltada à apresentação de cursos e ações acadêmicas. Segundo o material fornecido pelo Diário de Santa Maria, os marca-páginas seriam disponibilizados durante a programação.
Para quem visitar o evento, o material poderá funcionar como uma introdução a temas que atravessam a rotina escolar e a convivência social. A iniciativa apresenta direitos, explica conceitos e chama atenção para barreiras que podem dificultar a participação de pessoas com deficiência intelectual. Como a quantidade e o ponto exato de distribuição não foram divulgados, a orientação é procurar os espaços de apresentação ligados ao curso ou à atividade responsável pelo projeto.
A iniciativa dos estudantes da UFSM mostra como uma pesquisa pode ser convertida em comunicação acessível e de circulação simples. Ao escolher um formato cotidiano, incluir QR Codes com descrição de imagens e produzir versões para crianças e professores, o grupo amplia as possibilidades de uso do conteúdo. Para Santa Maria, a proposta também aproxima a universidade de escolas e da comunidade, levando o debate sobre inclusão para além da sala de aula e dos ambientes acadêmicos.
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