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Operação apura fraude milionária em Itaara e prende 31 suspeitos em 11 estados

Ação da Polícia Civil investiga fraude eletrônica e lavagem de dinheiro após golpe superior a R$ 1,2 milhão contra lotérica

Redação SM Agora4 min de leituraWhatsAppFacebook
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A Polícia Civil prendeu 31 pessoas nesta quinta-feira (5), durante a primeira fase da Operação Fortuna Reversa, deflagrada para investigar uma organização criminosa suspeita de praticar fraudes eletrônicas e lavar dinheiro em diferentes estados. A apuração começou após uma casa lotérica de Itaara, na Região Central do Rio Grande do Sul, sofrer um golpe com prejuízo superior a R$ 1,2 milhão, segundo informações divulgadas pela Polícia Civil e pelo Diário de Santa Maria.

A ação reuniu equipes do Rio Grande do Sul e de outros 10 estados, além do Distrito Federal e do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Conforme a polícia, foram identificadas 41 pessoas que fariam parte da estrutura financeira investigada. O grupo é suspeito de movimentar, distribuir e ocultar valores obtidos ilegalmente em várias regiões do país.

Até o balanço divulgado, foram cumpridas 29 prisões preventivas, uma prisão em flagrante e uma prisão civil. Também foram apreendidos três veículos — um Fiat Argo e duas motocicletas —, telefones celulares e 201,961 gramas de uma substância com aparência de crack. A Polícia Civil informou que as medidas fazem parte da etapa inicial e devem ajudar a esclarecer a circulação dos recursos suspeitos.

Investigação começou com golpe em lotérica

O caso que deu origem à Operação Fortuna Reversa envolve uma fraude eletrônica contra uma casa lotérica de Itaara. O prejuízo estimado pela investigação ultrapassa R$ 1,2 milhão. O material divulgado não informa como o golpe foi executado, em que data ocorreu ou quais mecanismos eletrônicos teriam sido utilizados pelos investigados.

A partir da apuração desse crime, os investigadores chegaram a pessoas que, segundo a Polícia Civil, estariam ligadas a uma rede responsável por receber, transferir e esconder dinheiro de origem ilícita. A investigação passou a acompanhar não apenas a fraude inicial, mas também a possível estrutura financeira criada para dar destino aos valores.

A delegada Carla Dolores Castro de Almeida, responsável pela Delegacia de Polícia de Itaara, coordena a operação. De acordo com a Polícia Civil, as ordens judiciais cumpridas nesta quinta-feira devem fornecer novos elementos para a continuidade do trabalho e para as próximas fases da apuração.

Mandados foram cumpridos de forma simultânea

A primeira fase da operação foi planejada para ocorrer ao mesmo tempo em diferentes unidades da Federação. Além do Rio Grande do Sul, participaram equipes das Polícias Civis de Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará, Paraná e Maranhão, além do Distrito Federal.

A articulação entre as forças policiais recebeu apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas, conhecido como CIBERLAB, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo as informações divulgadas, o laboratório auxiliou na coordenação das diligências e na execução simultânea das medidas judiciais.

Esse formato de operação é necessário quando uma investigação aponta para movimentações distribuídas por várias regiões. No caso apurado em Itaara, a polícia afirma ter encontrado indícios de que os recursos passavam por diferentes locais antes de serem distribuídos ou ocultados. O material não detalha as cidades onde ocorreram as prisões nem informa o valor total bloqueado ou recuperado nesta etapa.

Equipes da Região Central participaram

No Rio Grande do Sul, a operação contou com policiais de unidades ligadas à 3ª Região Policial. Participaram equipes da Delegacia Regional de Santa Maria, da Delegacia de Polícia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e da 1ª Delegacia de Polícia de Santa Maria.

Também atuaram agentes das delegacias de São Sepé, São Pedro do Sul, Júlio de Castilhos e Tupanciretã. A participação de unidades da Região Central mostra que a apuração não ficou restrita ao município onde ocorreu o prejuízo inicial. As equipes trabalharam no cumprimento das ordens e na coleta de materiais que podem ajudar a identificar o caminho percorrido pelos valores.

Para os moradores de Santa Maria e das cidades próximas, a operação envolve diretamente órgãos policiais sediados na região, mas o material divulgado não aponta alterações em serviços públicos, bloqueios de vias ou atendimento ao público. Também não foram informados detalhes sobre os locais exatos das diligências no Rio Grande do Sul.

Prisões e apreensões devem subsidiar novas etapas

O balanço da Polícia Civil registra 31 prisões até o momento, com predominância de detenções preventivas determinadas pela Justiça. A prisão preventiva é uma medida cautelar usada durante a investigação, antes do julgamento definitivo. A prisão em flagrante ocorre quando a pessoa é detida em situação relacionada a um crime, enquanto o material também menciona uma prisão civil, sem apresentar outros detalhes sobre esse caso.

Os três veículos, os celulares e a substância apreendida foram recolhidos durante as diligências. A polícia informou que a substância tinha aparência de crack, mas o material não divulga resultado de perícia que confirme a composição. Por isso, não é possível afirmar, com base nas informações disponíveis, que se trata efetivamente da droga mencionada.

A Operação Fortuna Reversa está em fase inicial. A Polícia Civil ainda deve analisar os materiais recolhidos, cruzar informações financeiras e definir os próximos passos da investigação. Até o momento, foram divulgados o número de pessoas identificadas, as prisões realizadas e parte das apreensões, mas não há informação sobre denúncias oferecidas pelo Ministério Público, condenações ou recuperação dos valores subtraídos da lotérica de Itaara.

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