PF registra 86 ocorrências eleitorais no segundo turno; RS não aparece no balanço
Balanço divulgado nesta segunda-feira aponta 74 pessoas conduzidas e 38 casos ligados à violação do sigilo do voto
Imagem meramente ilustrativaA Polícia Federal registrou 86 ocorrências relacionadas a possíveis crimes eleitorais durante o segundo turno das Eleições 2026, realizado no domingo (25). O balanço final foi divulgado pela corporação na manhã desta segunda-feira (26) e reúne somente atendimentos feitos pela PF em 20 estados e no Distrito Federal. O Rio Grande do Sul não aparece entre as unidades federativas citadas no levantamento, portanto o documento não registra ocorrência da Polícia Federal no Estado nesse recorte.
Segundo a PF, 74 pessoas foram conduzidas a unidades da corporação para prestar esclarecimentos e participar dos procedimentos previstos em cada caso. O balanço informa ainda a assinatura de 64 Termos Circunstanciados de Ocorrência, documentos usados para registrar infrações de menor potencial ofensivo, e seis situações de flagrante de crime, que permaneciam sob análise no momento da divulgação.
O levantamento tem caráter preliminar e ainda passaria por validação. Por isso, os números podem ser revisados pela própria corporação à medida que os procedimentos forem concluídos. A PF também esclareceu que os dados não incluem registros feitos pelas polícias Militar e Civil dos estados.
Sigilo do voto concentra maior parte dos registros
A ocorrência mais frequente esteve relacionada ao sigilo do voto. Foram contabilizados 38 casos de violação ou tentativa de violação dessa garantia prevista no processo eleitoral. A regra impede que outras pessoas saibam a escolha feita pelo eleitor na cabine e protege a liberdade de votação.
Também foram registradas seis situações de desobediência a ordens eleitorais. De acordo com o balanço, as equipes federais atenderam ainda episódios envolvendo danos a urnas eletrônicas e suspeitas de eleitores tentando votar em nome de terceiros. O material divulgado não detalha quantos casos correspondem especificamente a cada um desses tipos de ocorrência.
Para o eleitor de Santa Maria, o dado serve como retrato da atuação federal durante a votação, mas não permite medir sozinho a totalidade de eventuais irregularidades no município ou no Estado. Isso ocorre porque a estatística considera apenas ações da PF e não reúne os atendimentos realizados por outras forças de segurança.
Paraíba lidera lista de ocorrências
A Paraíba concentrou o maior número de registros, com 11 ocorrências. Minas Gerais apareceu na sequência, com nove casos, enquanto Sergipe teve oito.
Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro registraram cinco ocorrências cada. Alagoas, Espírito Santo e Mato Grosso tiveram quatro casos por estado. Acre, Distrito Federal, Paraná, Piauí e São Paulo contabilizaram três registros cada.
Com dois episódios aparecem Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Norte e Rondônia. Santa Catarina teve um registro. A soma desses números corresponde às 86 ocorrências informadas pela Polícia Federal no balanço do segundo turno.
O Rio Grande do Sul não é mencionado na relação apresentada pela corporação. A ausência do Estado na lista indica que não houve registro da PF incluído nesse levantamento, mas não autoriza concluir que nenhuma ocorrência eleitoral tenha sido comunicada a órgãos estaduais ou municipais, já que essas informações não fazem parte do documento.
Dinheiro e equipamentos foram apreendidos
Durante as ações do domingo, a Polícia Federal apreendeu R$ 41.420,02 em bens e valores. Desse total, R$ 4.157 correspondiam a dinheiro em espécie. A corporação também recolheu objetos que, segundo o balanço, estavam relacionados às infrações investigadas.
Entre os materiais apreendidos estão celulares, equipamentos de informática e caixas de som. O comunicado não informa em quais estados cada item foi localizado nem detalha a ligação individual entre os objetos e as ocorrências registradas.
A apreensão de bens e recursos não representa, por si só, uma condenação ou a confirmação definitiva de crime. Os materiais ficam submetidos à análise dentro dos procedimentos policiais e podem ser usados para esclarecer a dinâmica dos fatos investigados.
Balanço anual reúne 1.629 inquéritos
Além dos dados do segundo turno, a PF apresentou números acumulados de 2026, consolidados até as 9h30 desta segunda-feira. No ano, foram abertos 1.629 inquéritos policiais para apurar possíveis crimes eleitorais. A corporação também realizou 98 operações relacionadas a esse tipo de investigação.
Ainda permaneciam em andamento 2.483 inquéritos. A diferença entre o número de procedimentos abertos no ano e o total em andamento pode estar relacionada a investigações iniciadas anteriormente, conforme a forma de consolidação apresentada no balanço. O material divulgado não detalha a distribuição desses inquéritos por estado, município ou tipo de crime.
Nas apreensões acumuladas de 2026, a Polícia Federal contabiliza R$ 51,9 milhões em bens e recursos. Desse valor, R$ 31,7 milhões correspondem a dinheiro em espécie. Assim como nos dados do segundo turno, os números anuais são apresentados como parte do trabalho investigativo e não equivalem automaticamente a decisões judiciais definitivas.
A Polícia Federal é responsável por investigar crimes de competência federal e atua em cooperação com a Justiça Eleitoral e outras forças de segurança. Em Santa Maria, eventuais ocorrências durante o processo eleitoral podem ser encaminhadas conforme a natureza do fato e o órgão responsável pelo atendimento. O balanço nacional divulgado nesta segunda-feira não apresenta dados específicos sobre a cidade.
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