Presidência será definida pela maioria dos votos válidos no segundo turno
Como há apenas dois candidatos, a vitória depende de superar o adversário na soma dos votos destinados às candidaturas; brancos e nulos ficam fora da conta

A eleição presidencial de 2026 será decidida pela maioria dos votos válidos registrados no segundo turno. Na prática, isso significa que o candidato que obtiver mais votos destinados às candidaturas será eleito. Como a disputa reúne apenas Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), não existe uma quantidade fixa de votos previamente definida para garantir a vitória: o número necessário depende do comparecimento às urnas e do total de votos válidos apurado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A regra interessa diretamente aos eleitores de Santa Maria e de todo o país porque a quantidade de pessoas presentes nas seções eleitorais, além do volume de votos brancos e nulos, altera a base usada para definir o vencedor. O resultado só poderá ser conhecido depois da totalização oficial dos votos pelo TSE.
O que significa maioria dos votos válidos
Segundo o material publicado pelo G1 Política, a Constituição Federal determina que o vencedor do segundo turno seja o candidato que alcançar a maioria dos votos válidos. São considerados válidos apenas os votos direcionados a um dos concorrentes. Brancos e nulos não entram nessa soma.
A previsão está no artigo 77 da Constituição. Em uma eleição com dois candidatos, a comparação é direta: vence quem receber mais votos válidos do que o adversário. Por isso, embora a regra constitucional use a expressão “maioria dos votos válidos”, o resultado também pode ser entendido como uma disputa pela maior votação entre as duas candidaturas.
O total necessário, portanto, não é calculado sobre todos os eleitores aptos nem sobre todas as pessoas que comparecem às urnas. A referência é exclusivamente o número de votos válidos. Se a participação for maior, a quantidade exigida para superar a metade também aumenta. Se houver mais votos brancos e nulos, a base de cálculo diminui.
Por que não há um número definido antes da apuração
Antes do encerramento da votação, não é possível afirmar quantos votos serão suficientes para eleger o presidente. Isso ocorre porque três números precisam ser conhecidos: o total de eleitores que compareceram, a quantidade de votos válidos e a votação obtida por cada candidato.
O G1 apresenta cenários hipotéticos para explicar a conta. Se forem registrados 100 milhões de votos válidos, será necessário alcançar 50.000.001 votos para ultrapassar a metade. Com 110 milhões de votos válidos, o número sobe para 55.000.001. Já em um cenário de 120 milhões de votos válidos, o candidato precisaria chegar a 60.000.001 votos.
Em uma hipótese de 130 milhões de votos válidos, a marca seria de 65.000.001 votos. Esses exemplos servem apenas para demonstrar o funcionamento da regra e não representam a apuração real da eleição de 2026.
A diferença de um voto aparece porque, para garantir a maioria absoluta em uma quantidade par de votos válidos, é preciso ultrapassar a metade. Em um segundo turno com dois candidatos, esse cálculo estabelece o limite matemático da vitória. Ainda assim, o número definitivo só será conhecido quando o TSE concluir a totalização nacional.
Brancos e nulos não são transferidos
Votos brancos e nulos não são somados à votação de Lula ou de Flávio Bolsonaro e também não são redistribuídos entre as candidaturas. De acordo com a explicação atribuída ao TSE no material do G1, eles ficam fora do cálculo usado para apontar o vencedor.
Um exemplo ajuda a visualizar o efeito. Se 130 milhões de pessoas comparecerem às urnas, mas 10 milhões registrarem voto branco ou nulo, a decisão presidencial será calculada sobre 120 milhões de votos válidos. Nesse cenário, o número total de comparecimentos não será a base para definir a maioria.
Isso não significa que votos brancos e nulos sejam transferidos para quem liderar a disputa. Eles simplesmente não participam da soma final das candidaturas. A apuração considera separadamente esses registros e utiliza somente os votos válidos para comparar os dois concorrentes.
Para o eleitor, a distinção evita uma confusão comum: votar em branco ou anular o voto não acrescenta votação a nenhum candidato. Ao mesmo tempo, esses votos reduzem o total considerado no cálculo da maioria, porque não fazem parte da soma válida.
Quando a vitória será confirmada
A definição formal depende da totalização realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Durante a apuração, os números divulgados são atualizados à medida que os resultados das seções eleitorais são recebidos e processados. A quantidade necessária para vencer, portanto, pode ser estimada em cenários, mas não fixada antes do fechamento da votação.
O resultado presidencial será determinado pela comparação entre os votos válidos atribuídos a Lula e a Flávio Bolsonaro. O candidato com a maior soma nacional será declarado vencedor do segundo turno, conforme a regra constitucional citada pelo G1.
Para acompanhar a disputa em Santa Maria, o leitor deve observar os dados oficiais divulgados pelo TSE e diferenciar três informações: o total de pessoas que compareceram, o número de votos válidos e a votação individual de cada candidato. Essa separação permite entender por que o percentual exibido na apuração não é calculado sobre todos os eleitores, mas apenas sobre os votos válidos.
Até a conclusão da totalização, qualquer número usado como referência será apenas uma simulação. A quantidade efetivamente necessária para vencer a eleição presidencial de 2026 dependerá do resultado final registrado pela Justiça Eleitoral.
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