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Queda de menino de prédio em Santa Maria é investigada pela Polícia Civil

Criança de 10 anos caiu sobre uma claraboia após brincar em terraço, segundo a investigação; mãe e padrasto foram presos por tráfico de drogas

Redação SM Agora4 min de leituraWhatsAppFacebook
Imagem ilustrativa de uma área interna com cobertura de telhas e claraboia sobre uma escadaria, relacionada à investigação de uma queda em prédio de Santa MariaImagem meramente ilustrativa
Imagem ilustrativa de uma área interna com cobertura de telhas e claraboia sobre uma escadaria, relacionada à investigação de uma queda em prédio de Santa Maria · Imagem meramente ilustrativa

A Polícia Civil investiga a queda de um menino de 10 anos do quarto andar de um prédio em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul. Segundo a apuração da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a criança brincava em um terraço pouco antes do acidente, ocorrido na quarta-feira (21). A queda foi interrompida por uma estrutura de telhas que cobria uma claraboia sobre uma escadaria, mas o menino ainda despencou até um pavimento inferior.

De acordo com a Polícia Civil, a altura total do acidente foi estimada entre 3 e 4 metros. A última informação repassada à investigação indica que o menino sofreu um leve traumatismo craniano, mas está assintomático e não corre risco de morte. Ele permanece em recuperação em um hospital de Porto Alegre.

O caso também levou à prisão da mãe da criança, de 41 anos, e do padrasto, de 28, depois que policiais militares encontraram drogas no apartamento durante o atendimento da ocorrência. Os dois foram presos por tráfico de drogas. As circunstâncias da queda e a conduta da mãe após o acidente continuam sob investigação.

Vizinha relatou que menino estava sozinho

Segundo a delegada Luiza Souza, uma vizinha informou aos investigadores que viu o menino sozinho no terraço poucos minutos antes de ouvir um barulho. A partir dos relatos reunidos até o momento, a Polícia Civil concluiu que a criança tinha o hábito de brincar com frequência naquele espaço.

A investigação da DPCA busca esclarecer como o menino chegou ao terraço, em que condições estava no local e quais providências foram tomadas imediatamente após a queda. A família ainda não foi ouvida formalmente porque acompanha a recuperação da criança no hospital, conforme informado pela delegada ao G1 RS.

A ausência do depoimento dos familiares faz com que a apuração ainda esteja em fase inicial. Por isso, a Polícia Civil não divulgou uma conclusão sobre eventual responsabilidade relacionada à queda. A delegacia também analisa especificamente a conduta da mãe no atendimento prestado depois do acidente.

Estrutura sobre a escadaria foi rompida

Conforme o levantamento policial, o terraço onde o menino estava fica ao lado de outra área, aproximadamente um metro mais baixa. Nesse ponto havia telhas instaladas sobre uma espécie de claraboia, estrutura que permitia a passagem de luz para uma escadaria localizada abaixo.

A hipótese apresentada pela investigação é de que o menino caiu sobre as telhas. Com o impacto, a cobertura se rompeu e a criança caiu até o pavimento inferior. A Polícia Civil estima que, somadas as alturas entre os diferentes níveis, o percurso tenha sido de aproximadamente 3 a 4 metros.

A descrição ajuda a explicar por que a queda não ocorreu diretamente do quarto andar até o solo. O acidente envolveu áreas distintas do prédio: o terraço, um espaço vizinho em nível mais baixo e a claraboia instalada sobre a escadaria. Ainda não foram divulgadas informações sobre eventuais medidas de isolamento ou proteção existentes no local.

Estado de saúde é considerado estável

A informação mais recente recebida pela Polícia Civil aponta que o menino teve um leve traumatismo craniano. Segundo a delegada Luiza Souza, ele está assintomático e não corre risco de morte. O tratamento e o acompanhamento médico estão sendo realizados em Porto Alegre, onde a família permanece ao lado da criança.

O traumatismo craniano é uma lesão provocada por impacto na cabeça. A gravidade pode variar, e a avaliação depende do acompanhamento médico. No caso investigado em Santa Maria, a autoridade policial informou que, até a última atualização, não havia sintomas e não existia risco de morte.

A Polícia Civil não divulgou o nome da criança nem outros dados que permitam identificá-la. Também não foram informados detalhes adicionais sobre o atendimento hospitalar, como exames realizados ou previsão de alta.

Prisões ocorreram durante atendimento

A ocorrência ganhou outra frente depois que policiais militares encontraram drogas no apartamento da família. A partir disso, a mãe e o padrasto foram presos por tráfico de drogas, segundo a Polícia Civil.

De acordo com a delegada, a mulher não tinha antecedentes por tráfico. Ela possuía apenas registros antigos relacionados a crimes patrimoniais. O padrasto tinha um antecedente por tráfico de drogas registrado em 2020.

As prisões estão relacionadas à localização das drogas no imóvel e não encerram a investigação sobre a queda. A DPCA ainda precisa ouvir familiares e reunir outros elementos para avaliar a dinâmica do acidente e a conduta adotada após o menino se ferir. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou novas informações sobre a quantidade ou o tipo de droga encontrado, nem sobre a situação judicial dos presos.

O caso segue sob responsabilidade da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Santa Maria. Novas conclusões dependerão do avanço da investigação e dos depoimentos que ainda não foram prestados.

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