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UFSM reforça que manifestações políticas no campus não falam em nome da universidade

Gabinete da Reitoria proíbe o uso de nome, sigla e logomarca da instituição em apoio a partidos e candidaturas e notificou entidade que associou a marca a ato partidário

Redação SM Agora3 min de leituraWhatsAppFacebook
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A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) reforçou que manifestações político-partidárias feitas dentro de seus campi não podem ser associadas à instituição. Em comunicado do Gabinete da Reitoria, a universidade afirma que é proibido usar seus símbolos, nome ou logomarca para apoiar partidos, candidaturas ou agendas partidárias. A instituição também informou que notificou uma entidade que vinculou a marca da UFSM a uma manifestação político-partidária e a orientou sobre as normas legais e institucionais.

Segundo o blog Claudemir Pereira, o texto foi publicado pela Agência de Notícias da UFSM em 15 de outubro e republicado pelo blog neste domingo (18). O nome da entidade notificada não foi divulgado. Em reportagem sobre o tema, o Diário de Santa Maria atribui ao vice-reitor Tiago Bandeira Marchesan a frase "Somos apartidários". O SM Agora não teve acesso ao conteúdo completo dessa reportagem e não conseguiu confirmar a declaração nem o contexto em que ela foi dada.

O que diz o comunicado

De acordo com a nota, a atuação do Gabinete da Reitoria tem como objetivo "resguardar a imagem institucional e proteger a coletividade acadêmica". O texto garante a liberdade de expressão de estudantes, servidores e grupos, desde que cada pessoa ou coletivo se manifeste em nome próprio, sem recorrer à marca da universidade.

A UFSM também informa que pode pedir que sua marca seja retirada de campanhas eleitorais, independentemente do partido ou do candidato envolvido.

Tiago Marchesan assumiu a vice-reitoria em janeiro deste ano, ao lado da reitora Martha Bohrer Adaime, primeira mulher a comandar a universidade. O mandato da dupla vai até 2029.

Caso em Cachoeira do Sul

Antes do comunicado da Reitoria, a universidade já havia se manifestado sobre um episódio no campus de Cachoeira do Sul. Segundo o portal Fatos 24h, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) publicou um texto que ligava o nome da UFSM Cachoeira do Sul a uma mobilização em apoio à candidatura de Lula, com a frase "UFSM Cachoeira do Sul com Lula". Após a repercussão, a menção ao candidato foi retirada.

Na quarta-feira, 7 de outubro, a UFSM respondeu afirmando que, como instituição pública federal, segue os princípios de impessoalidade e isonomia e cumpre a legislação eleitoral, e que não tem vínculo com partidos, coligações ou candidaturas. A universidade vetou o uso de seu nome, marca, sigla ou símbolos de forma que sugira apoio oficial e restringiu a distribuição de material de campanha nos campi.

Ainda segundo o Fatos 24h, estudantes se reuniram com o vereador Ryan Rosa (PT) na noite de 7 de outubro e voltaram a se reunir na tarde do dia seguinte. O conteúdo dessas reuniões não foi divulgado.

O comunicado de 15 de outubro não informa se a entidade notificada é a mesma envolvida no caso de Cachoeira do Sul.

Para a comunidade acadêmica de Santa Maria e dos demais campi, a orientação na reta final do período eleitoral é a seguinte: manifestações individuais ou de coletivos seguem permitidas, mas não podem usar a identidade visual da UFSM nem sugerir que a universidade apoia algum candidato ou partido.

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