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Bannon pede rompimento dos EUA com o Brasil após vitória de Lula

Ex-estrategista de Trump questionou a eleição brasileira e chamou o governo petista de ilegítimo em programa nos Estados Unidos

Redação SM Agora5 min de leituraWhatsAppFacebook
Bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos lado a lado, representando as relações diplomáticas entre os dois países
Bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos lado a lado, representando as relações diplomáticas entre os dois países · Foto: Senado Federal from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O ex-estrategista-chefe da Casa Branca Steve Bannon defendeu, na segunda-feira (26), o rompimento das relações diplomáticas e comerciais dos Estados Unidos com o Brasil após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita um dia depois do segundo turno da eleição presidencial brasileira, realizado em 25 de outubro, e ocorreu no programa “War Room”, transmitido pela emissora Real America’s Voice, segundo o Poder360.

Bannon também contestou a legitimidade do resultado e classificou o governo de Lula como ilegítimo. A manifestação ocorreu enquanto aliados do deputado Flávio Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos também questionavam o resultado da votação. Conforme os dados apresentados pelo Poder360, Lula terminou a disputa com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, com 100% das urnas apuradas.

Para Santa Maria, não foi anunciada no material nenhuma medida específica relacionada ao município ou ao Rio Grande do Sul. O eventual rompimento entre os dois países dependeria de decisões formais dos governos brasileiro e norte-americano e poderia afetar relações mantidas em diferentes áreas, mas não há, até o momento informado pela fonte, decisão oficial nesse sentido.

Declaração foi feita em programa político nos EUA

Durante a transmissão, Bannon afirmou que o secretário de Estado e o presidente norte-americano deveriam anunciar publicamente o corte das relações com o Brasil. A proposta incluiria o encerramento de vínculos diplomáticos e a suspensão do comércio entre os dois países.

O ex-assessor de Donald Trump descreveu o governo brasileiro como “marxista globalista”, em uma avaliação política sem apresentar, segundo o material do Poder360, provas de fraude ou irregularidade na apuração brasileira. A fala foi apresentada como uma reação à vitória de Lula e como parte de uma sequência de manifestações de integrantes da direita norte-americana e de apoiadores de Jair Bolsonaro que não reconheceram o resultado.

Rompimento diplomático significa interromper ou reduzir formalmente a representação entre dois países, enquanto o fim das relações comerciais afetaria a circulação de produtos, serviços e investimentos. Qualquer mudança dessa dimensão exigiria atos oficiais dos governos envolvidos. O material de referência não informa que os Estados Unidos tenham adotado alguma medida prática após a declaração de Bannon.

Resultado oficial deu vitória a Lula

A eleição terminou com a reeleição de Lula para um quarto mandato à frente do Poder Executivo, de acordo com os números divulgados pelo Poder360. A apuração foi considerada concluída com todas as urnas contabilizadas. Flávio Bolsonaro ficou em segundo lugar, com uma diferença de 3,58 pontos percentuais nos votos válidos.

A contestação divulgada por Bannon não veio acompanhada, no material consultado, de evidências que alterassem o resultado oficial. O ex-estrategista afirmou que a vitória petista teria sido “roubada”, mas a reportagem não registra a apresentação de documentos, auditorias ou decisões de autoridades eleitorais que sustentassem essa acusação.

No sistema eleitoral brasileiro, o resultado é consolidado a partir da totalização dos votos feita pela Justiça Eleitoral. A fonte informa apenas que a apuração chegou a 100%, sem mencionar qualquer determinação de recontagem ou suspensão da diplomação dos eleitos.

Críticas repetem posicionamento adotado em 2022

A declaração de 2026 não foi a primeira vez que Bannon atacou o resultado de uma eleição brasileira. Ainda segundo o Poder360, em 2022 ele defendeu que Jair Bolsonaro não reconhecesse a derrota para Lula e afirmou que não seria possível que o resultado das urnas eletrônicas estivesse correto.

Na ocasião, a reportagem também registra que Bannon não apresentou provas para sustentar a acusação. A nova manifestação mantém a mesma linha de questionamento sobre o sistema eleitoral brasileiro e amplia o tom ao defender o rompimento entre Washington e Brasília.

O episódio mostra como a disputa política brasileira continua sendo utilizada em debates da direita norte-americana. Bannon relacionou a eleição brasileira às eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, conhecidas como midterms, previstas para 3 de novembro.

Bannon vinculou eleição brasileira às midterms

Nas eleições legislativas norte-americanas, estarão em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. O ex-estrategista afirmou que o que chamou de manipulação no Brasil poderia se repetir nos Estados Unidos na votação da semana seguinte.

A comparação foi feita durante um alerta a seus apoiadores sobre a apuração e a certificação dos votos norte-americanos. Bannon disse que autoridades poderiam produzir um resultado para afirmar que a democracia havia vencido, embora o material do Poder360 não apresente evidências de que isso esteja ocorrendo ou vá ocorrer.

A fala, portanto, combina dois temas: a contestação da eleição brasileira e a mobilização política para as midterms. O conteúdo não indica que a administração dos Estados Unidos tenha endossado a posição de Bannon, nem informa qualquer alteração na relação oficial entre os países.

Sem decisão oficial de rompimento

Até as informações reunidas pelo Poder360, o pedido foi uma declaração de um ex-integrante do governo norte-americano e não uma decisão institucional dos Estados Unidos. Bannon ocupou o cargo de estrategista-chefe da Casa Branca durante a administração de Donald Trump, mas o material não informa que ele exerça atualmente função oficial no governo.

Também não foi divulgada, na fonte, resposta do governo brasileiro ou de autoridades eleitorais às acusações. A reportagem menciona ainda outros assuntos relacionados ao cenário pós-eleitoral, como críticas de Trump ao pleito brasileiro, a reação do mercado financeiro à vitória de Lula e uma intimação de Flávio Bolsonaro pela Polícia Federal para entregar passaportes. Esses episódios aparecem como desdobramentos separados e não comprovam qualquer irregularidade na eleição.

Para os leitores de Santa Maria, o principal efeito imediato é acompanhar se a declaração terá consequência diplomática ou comercial concreta. Até o momento descrito pela fonte, não há anúncio de sanções, suspensão de comércio, retirada de embaixadores ou mudança nas relações oficiais entre Brasil e Estados Unidos.

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