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Brasileira de 20 anos é identificada como copilota de jato que caiu na Flórida

Nathalia Gadelha estava a bordo da aeronave que caiu no Condado de Palm Beach; acidente deixou ao menos nove mortos

Redação SM Agora4 min de leituraWhatsAppFacebook
Jato particular em referência a acidente aéreo investigado no Condado de Palm Beach, na Flórida
Jato particular em referência a acidente aéreo investigado no Condado de Palm Beach, na Flórida · Foto: Don Ramey Logan / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Nathalia Gadelha, de 20 anos, foi identificada pela família como a copilota do jato particular que caiu no domingo (1º), no Condado de Palm Beach, na Flórida, nos Estados Unidos. O acidente provocou ao menos nove mortes. A confirmação foi feita por familiares à CNN Brasil e divulgada nesta segunda-feira (2), segundo o Diário de Santa Maria.

A jovem nasceu na própria Flórida, onde vive a família brasileira. Ela estava trabalhando no momento da queda, conforme relatou a mãe, Camila Gadelha Corteleti. Até a divulgação das informações, as autoridades norte-americanas ainda não haviam confirmado oficialmente a identidade de todas as vítimas.

Aeronave caiu durante voo privado

O jato Learjet 60 havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. Tratava-se de um voo privado realizado no domingo. Durante o trajeto, a aeronave caiu e atingiu uma estrada no Condado de Palm Beach, onde abriu uma grande cratera.

Imagens registradas por veículos que passavam pela via circularam nas redes sociais. A atenção se concentrou na velocidade e no ângulo com que o avião atingiu o solo. O impacto ocorreu em uma área de circulação de veículos, mas o material divulgado pelo Diário de Santa Maria não informa se houve outras vítimas em terra.

As circunstâncias da queda ainda estavam sob investigação. Entre as possibilidades analisadas pelas autoridades norte-americanas estavam a presença de uma tempestade e o acúmulo de gelo na aeronave. Esses fatores podem afetar as condições de voo, mas não havia, até então, uma conclusão oficial sobre a causa do acidente.

Família descreve formação da copilota

Em entrevista à CNN Brasil, a mãe de Nathalia afirmou que a filha era responsável e esforçada. Camila também explicou que a jovem ocupava a função de copilota e não tinha autoridade para tomar decisões sobre a condução do voo.

“Ela era copilota, não podia tomar nenhuma decisão”, disse a mãe à emissora, em declaração reproduzida no material do Diário de Santa Maria. A afirmação busca esclarecer a função desempenhada por Nathalia dentro da tripulação e evitar que a responsabilidade pela operação da aeronave seja atribuída automaticamente à jovem.

O padrasto, Thiago Corteleti, informou à CNN Brasil que Nathalia obteve a licença de piloto aos 17 anos, antes de tirar a carteira de motorista. Segundo ele, ela se formou na American Flyers, escola de aviação dos Estados Unidos, e acumulava mais de 1,3 mil horas de voo.

A formação e a experiência mencionadas pela família ajudam a dimensionar a trajetória profissional da brasileira, mas não esclarecem o que ocorreu nos momentos finais do voo. A apuração das causas depende da análise de registros, condições meteorológicas, manutenção e comunicações entre a tripulação e o controle de tráfego aéreo.

Piloto relatou gelo e turbulência

Gravações das comunicações com o controle de tráfego aéreo, obtidas pelo site LiveATC.net, indicam que o piloto relatou formação de gelo e turbulência moderada antes da queda. Pouco depois, ele emitiu um pedido de socorro.

Na comunicação, o piloto alertou que a aeronave iria se chocar contra o solo. O conteúdo da gravação foi citado pelo Diário de Santa Maria a partir das informações divulgadas no material de referência. A sequência das mensagens deverá ser confrontada com os dados técnicos do voo e com os vestígios encontrados no local do acidente.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, classificou a ocorrência como um acidente aéreo catastrófico. Ao comentar a queda, ele comparou o deslocamento da aeronave ao de um míssil. A declaração ocorreu enquanto equipes e autoridades buscavam reunir informações sobre o impacto e as possíveis causas.

Até aquele momento, não havia confirmação oficial da identificação das vítimas por parte das autoridades norte-americanas. Por isso, a informação sobre Nathalia permanecia baseada no reconhecimento feito pela família e na confirmação dada à CNN Brasil.

Investigação e assistência à família

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos, conhecido pela sigla NTSB, anunciou uma coletiva de imprensa para a segunda-feira (2), às 15h no horário de Brasília. O objetivo era atualizar os dados sobre a investigação do acidente.

O NTSB é o órgão norte-americano responsável por investigar acidentes de transporte e produzir conclusões técnicas sobre suas causas e fatores contribuintes. A apuração pode envolver a análise da aeronave, dos registros de voo, das condições meteorológicas, das comunicações com o controle e dos depoimentos de testemunhas.

O Ministério das Relações Exteriores informou à CNN Brasil que a família de Nathalia ainda não havia procurado o serviço consular brasileiro. O Itamaraty declarou, porém, que permanecia à disposição para prestar assistência caso fosse solicitado.

Para brasileiros que acompanham o caso, a confirmação da identidade da jovem representa uma informação ainda não acompanhada de uma conclusão sobre o acidente. A investigação norte-americana deverá esclarecer se o gelo, a tempestade, a turbulência ou uma combinação de fatores contribuiu para a queda. Até a divulgação de um relatório oficial, qualquer explicação permanece em análise.

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