Corsan começa a fiscalizar ligações irregulares de água da chuva no esgoto pelo Cerrito
Vistorias com fumaça atóxica começam na próxima semana; moradores notificados terão até 60 dias para corrigir as ligações irregulares

A Corsan vai começar na próxima semana uma força-tarefa em Santa Maria para encontrar imóveis que despejam a água da chuva na rede de esgoto doméstico. Segundo o Diário de Santa Maria, a primeira etapa será no Bairro Cerrito. Os proprietários que estiverem em situação irregular serão notificados e terão até 60 dias para fazer a correção. A data exata de início das vistorias não foi divulgada.
Para localizar as ligações irregulares, as equipes vão usar o "fumacê", técnica em que se aplica uma fumaça atóxica nas entradas do sistema de esgoto. Quando a fumaça sai por calhas, ralos ou outros pontos de um imóvel, é sinal de que a drenagem da chuva está ligada à rede cloacal.
Como funciona a notificação
Quando encontrar uma irregularidade, a companhia vai entregar uma notificação ao proprietário com orientações técnicas sobre a adequação. Depois do prazo de até 60 dias, os técnicos voltam ao imóvel para conferir se a correção foi feita. O material não informa se haverá multa ou outra penalidade para quem não fizer a adequação.
Segundo a Corsan, o Cerrito foi escolhido para esta fase por causa do histórico de transbordamentos de esgoto nas ruas do bairro. A ação faz parte de um plano de fiscalização contínua da concessionária na cidade, que passou pela região central em 2024 e pelo Bairro Tancredo Neves em 2025. Depois do Cerrito, o trabalho deve seguir aos poucos para outros bairros com muitos registros de extravasamento, principalmente em períodos de chuva forte. A ordem desses bairros ainda não foi informada.
Por que a ligação irregular causa problemas
De acordo com a companhia, quando calhas e o escoamento da chuva são ligados à rede de esgoto, as tubulações, as estações de bombeamento e a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) ficam sobrecarregadas. O resultado pode ser entupimento e rompimento de redes, esgoto vazando nas ruas, mau cheiro, rachaduras e buracos no asfalto.
A água da chuva também dilui o esgoto que chega à ETE. Por isso, a operação da estação precisa ser ajustada com frequência, inclusive na dosagem dos produtos químicos usados no tratamento.
A Corsan explica que Santa Maria tem dois sistemas separados:
- Rede cloacal (esgoto doméstico): operada pela Corsan, recebe somente o que sai de pias, vasos sanitários e chuveiros e leva até a ETE para tratamento.
- Rede pluvial (água da chuva): de responsabilidade da prefeitura, recolhe a água da chuva por bueiros e galerias e despeja nos arroios, córregos e rios da cidade.
Para quem mora no Cerrito, a orientação é receber as equipes durante a vistoria e, se houver notificação, seguir as orientações técnicas dentro do prazo, ligando calhas e drenos à rede pluvial e não ao esgoto.
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