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Corsan começa a fiscalizar ligações irregulares de água da chuva no esgoto pelo Cerrito

Vistorias com fumaça atóxica começam na próxima semana; moradores notificados terão até 60 dias para corrigir as ligações irregulares

Redação SM Agora2 min de leituraWhatsAppFacebook
Água da chuva escorrendo por uma calha de telhado em direção ao chão
Água da chuva escorrendo por uma calha de telhado em direção ao chão · Foto: manfredrichter / Pixabay (Licença Pixabay)

A Corsan vai começar na próxima semana uma força-tarefa em Santa Maria para encontrar imóveis que despejam a água da chuva na rede de esgoto doméstico. Segundo o Diário de Santa Maria, a primeira etapa será no Bairro Cerrito. Os proprietários que estiverem em situação irregular serão notificados e terão até 60 dias para fazer a correção. A data exata de início das vistorias não foi divulgada.

Para localizar as ligações irregulares, as equipes vão usar o "fumacê", técnica em que se aplica uma fumaça atóxica nas entradas do sistema de esgoto. Quando a fumaça sai por calhas, ralos ou outros pontos de um imóvel, é sinal de que a drenagem da chuva está ligada à rede cloacal.

Como funciona a notificação

Quando encontrar uma irregularidade, a companhia vai entregar uma notificação ao proprietário com orientações técnicas sobre a adequação. Depois do prazo de até 60 dias, os técnicos voltam ao imóvel para conferir se a correção foi feita. O material não informa se haverá multa ou outra penalidade para quem não fizer a adequação.

Segundo a Corsan, o Cerrito foi escolhido para esta fase por causa do histórico de transbordamentos de esgoto nas ruas do bairro. A ação faz parte de um plano de fiscalização contínua da concessionária na cidade, que passou pela região central em 2024 e pelo Bairro Tancredo Neves em 2025. Depois do Cerrito, o trabalho deve seguir aos poucos para outros bairros com muitos registros de extravasamento, principalmente em períodos de chuva forte. A ordem desses bairros ainda não foi informada.

Por que a ligação irregular causa problemas

De acordo com a companhia, quando calhas e o escoamento da chuva são ligados à rede de esgoto, as tubulações, as estações de bombeamento e a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) ficam sobrecarregadas. O resultado pode ser entupimento e rompimento de redes, esgoto vazando nas ruas, mau cheiro, rachaduras e buracos no asfalto.

A água da chuva também dilui o esgoto que chega à ETE. Por isso, a operação da estação precisa ser ajustada com frequência, inclusive na dosagem dos produtos químicos usados no tratamento.

A Corsan explica que Santa Maria tem dois sistemas separados:

  • Rede cloacal (esgoto doméstico): operada pela Corsan, recebe somente o que sai de pias, vasos sanitários e chuveiros e leva até a ETE para tratamento.
  • Rede pluvial (água da chuva): de responsabilidade da prefeitura, recolhe a água da chuva por bueiros e galerias e despeja nos arroios, córregos e rios da cidade.

Para quem mora no Cerrito, a orientação é receber as equipes durante a vistoria e, se houver notificação, seguir as orientações técnicas dentro do prazo, ligando calhas e drenos à rede pluvial e não ao esgoto.

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