terça-feira, 20 de outubro de 2026--°
SM.Agora
Cidade

Metade da frota de ônibus pode parar no 2º turno em Santa Maria, diz ATU

Alerta vem depois de reunião com o sindicato dos rodoviários. Vale-alimentação de cerca de 500 trabalhadores está atrasado desde o dia 15

Redação SM Agora3 min de leituraWhatsAppFacebook
Ônibus do transporte coletivo urbano em uma parada, com passageiros esperando na calçada
Ônibus do transporte coletivo urbano em uma parada, com passageiros esperando na calçada · Foto: Palma Santa Maria / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Cerca de 50% da frota do transporte coletivo de Santa Maria pode ficar parada no domingo (25), dia do segundo turno das eleições. Quem fez o alerta foi Edmilson Gabardo, diretor da Associação dos Transportadores Urbanos (ATU), depois de uma reunião nesta terça-feira (20) com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Santa Maria (Sitracover). A informação é do Diário de Santa Maria.

O problema está no vale-alimentação dos rodoviários, que venceu na quinta-feira (15) e ainda não foi pago. São R$ 670 por funcionário para cerca de 500 trabalhadores, o que soma R$ 335 mil. O Sitracover já tinha avisado que não descartava greve se as pendências dos trabalhadores continuassem sem solução. Até a publicação da reportagem do Diário, o sindicato não havia informado o resultado da reunião nem confirmado se vai mesmo parar.

Disputa sobre o subsídio

As empresas ligam a falta de dinheiro a um repasse que, segundo elas, a Prefeitura deve. A ATU afirma que o município deve mais de R$ 20 milhões em subsídio da tarifa. A Prefeitura não aceita essa conta e, de acordo com o Diário, diz que o valor ainda precisa ser calculado.

Na semana passada, a associação disse que as operadoras precisam de pelo menos R$ 5 milhões até o fim do ano para pagar salários, vales, 13º e encargos trabalhistas. Segundo as empresas, o dinheiro que têm hoje está indo para o combustível, e parte está sendo guardada para pagar os salários de novembro.

Problema no primeiro turno

No primeiro turno, em 4 de outubro, a ATU colocou nas ruas cerca de 40% das linhas de dia útil. O decreto municipal exigia operação igual à de um dia útil. Passageiros contaram ter esperado mais de 1h30 por ônibus, principalmente em Camobi, segundo o portal NP Expresso, com base no Diário.

Os números do dia foram divulgados pela ATU e publicados pelo NP Expresso: 18 mil passageiros (num dia útil comum são cerca de 60 mil), 800 viagens, 26 mil quilômetros rodados e custo estimado de R$ 350 mil. A promotora Cinthia Menezes Rangel, do Ministério Público, mandou documentos sobre o caso para a Polícia Federal. Segundo ela, os fatos podem ser investigados com base nos artigos 297 e 304 do Código Eleitoral.

O que foi combinado para domingo

Em reunião na segunda-feira (19), no Ministério Público, ficou definido que no segundo turno vale a tabela normal de domingo. Também haverá ônibus extras das 9h às 11h e das 12h às 13h30, principalmente nas linhas de Camobi. Participaram o prefeito Rodrigo Decimo, os secretários Rui Fabrin e Guilherme Cortez, as operadoras e a ATU, segundo o NP Expresso. O presidente da ATU, Luiz Fernando Maffin, disse que a oferta de ônibus será ajustada conforme a procura.

Ainda não se sabe se esse plano vai funcionar caso a frota seja reduzida pela metade. Até agora, a Prefeitura não informou o que fará se a paralisação acontecer. Quem depende do ônibus para votar pode se organizar antes, sair mais cedo de casa ou combinar carona.

Encontrou um erro? Fale com a redação.

Leia também