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Delegada esclarece investigação sobre queda de menino em Santa Maria

Luísa Souza afirma que registro feito após a morte de outro filho, em 2024, apontou meningite como causa natural

Redação SM Agora4 min de leituraWhatsAppFacebook
Equipe de emergência atua em uma ocorrência policial envolvendo o atendimento a uma criança em Santa Maria.
Equipe de emergência atua em uma ocorrência policial envolvendo o atendimento a uma criança em Santa Maria. · Foto: Imagens SM / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

A delegada Luísa Souza, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), esclareceu que a mãe do menino de 10 anos que caiu do terraço de um prédio em Santa Maria não era investigada pela morte de outro filho. Segundo a policial, houve um registro após a morte repentina da criança, em 2024, mas a perícia concluiu que o óbito foi provocado por meningite, uma causa natural. A informação foi divulgada pelo Diário de Santa Maria.

O esclarecimento ocorreu depois que começaram a circular, nas redes sociais, informações de que a mulher estaria sendo investigada por uma morte anterior. A delegada negou essa versão e diferenciou o registro policial feito na época de uma investigação criminal contra a mãe. Conforme a DPCA, o exame pericial realizado após a morte da outra criança indicou meningite como causa natural, sem apontar envolvimento da mulher.

A manifestação da Polícia Civil acrescenta uma nova informação ao caso que mobilizou equipes de segurança e atendimento médico em Santa Maria. O menino caiu em 21 de outubro de 2026, no Bairro Nossa Senhora das Dores. A ocorrência deu origem a duas apurações distintas: uma para verificar as circunstâncias da queda e outra relacionada à suspeita de tráfico de drogas no imóvel onde a criança foi encontrada.

Queda aconteceu no Bairro Nossa Senhora das Dores

O menino estava no terraço de um prédio quando caiu. A dinâmica do acidente e as circunstâncias que antecederam o socorro são investigadas pela DPCA. A delegacia também apura se houve demora no atendimento médico depois que a criança sofreu a queda, conforme informado pela reportagem do Diário de Santa Maria sobre o caso.

A investigação ainda não apresentou uma conclusão sobre eventual responsabilidade. Por isso, a queda continua sendo tratada como um fato em apuração. A Polícia Civil deve reunir depoimentos, informações sobre o local e registros do atendimento para esclarecer como o acidente ocorreu e quanto tempo levou até a criança receber assistência.

O episódio ocorreu em uma área residencial de Santa Maria e envolveu a atuação conjunta do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Brigada Militar e da Polícia Civil. A presença dos órgãos no local foi necessária tanto para o atendimento ao menino quanto para o acesso ao apartamento onde ele estava.

Estado de saúde foi considerado estável

Após o acidente, o menino recebeu atendimento inicial e foi encaminhado para avaliação médica. De acordo com a delegada Luísa Souza, ele sofreu traumatismo craniano leve, permaneceu assintomático e não apresentava risco de morte. A informação foi publicada pelo Diário de Santa Maria em atualização sobre o estado de saúde da criança.

Traumatismo craniano é uma lesão provocada por impacto na cabeça. A classificação como leve não elimina a necessidade de acompanhamento médico, especialmente em crianças, mas indica que, naquele momento, não havia sinais clínicos de gravidade que representassem risco imediato à vida. O material divulgado pela polícia não informa novos detalhes sobre a evolução do quadro depois da avaliação inicial.

A condição de saúde do menino é um dos pontos confirmados pelas autoridades em meio à repercussão do caso. As informações sobre a morte anterior, por outro lado, foram corrigidas pela delegada para evitar que um registro policial fosse interpretado como uma acusação contra a mãe.

Mãe e companheiro foram presos em flagrante

Durante o atendimento da ocorrência, a mãe do menino, de 41 anos, e o companheiro dela, de 28, foram presos em flagrante por suspeita de tráfico de drogas. A prisão ocorreu no contexto da localização de elementos relacionados ao possível comércio de entorpecentes no imóvel, segundo as informações divulgadas pelo Diário de Santa Maria.

A prisão em flagrante não representa, por si só, uma condenação. O caso deve seguir os procedimentos legais, com análise da suspeita e das provas pelas autoridades responsáveis. Como não houve divulgação de nomes, eles não são identificados nesta reportagem.

A existência da prisão por suspeita de tráfico também não define a causa da queda nem permite concluir, sem a finalização do inquérito, se houve relação entre os dois fatos. É justamente por isso que a Polícia Civil mantém as apurações separadas, com delegacias diferentes responsáveis por cada frente.

Dois inquéritos apuram fatos diferentes

A DPCA ficou encarregada de investigar as circunstâncias da queda do menino e a eventual demora no socorro. Essa apuração deverá esclarecer a dinâmica do acidente, as condições em que a criança foi encontrada e a conduta dos adultos presentes no momento do atendimento.

Já a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) apura a suspeita de tráfico de drogas. A divisão de tarefas permite que a investigação sobre a proteção da criança avance independentemente da apuração criminal relacionada aos entorpecentes.

Até o momento, a principal correção feita pela polícia diz respeito à morte ocorrida em 2024. Segundo Luísa Souza, o caso teve registro policial, mas a perícia apontou meningite como causa natural. Não foi divulgada uma conclusão final sobre a investigação da queda nem sobre a suspeita de tráfico. Novas informações dependerão do andamento dos procedimentos conduzidos pela DPCA e pela Draco.

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