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Faixa Nova de Camobi pode ter licitação em 2026, mas modelo da obra segue em disputa

Duplicação dos 9 km entre a Rodoviária e o Aeroporto depende de análise do Daer, orçamento e definição sobre futura concessão

Redação SM Agora5 min de leituraWhatsAppFacebook
Trecho rodoviário urbano representando a Faixa Nova de Camobi, com pistas duplicadas, iluminação, ciclovia e viaduto ao fundo.Imagem meramente ilustrativa
Trecho rodoviário urbano representando a Faixa Nova de Camobi, com pistas duplicadas, iluminação, ciclovia e viaduto ao fundo. · Imagem meramente ilustrativa

A duplicação dos 9 quilômetros da Faixa Nova de Camobi, entre os trevos da Rodoviária e do Aeroporto, ainda depende de etapas técnicas e orçamentárias antes de sair do papel. Segundo informações publicadas pelo Diário de Santa Maria, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) recebeu o projeto executivo elaborado pela Engemin e avalia a possibilidade de lançar a licitação em 2026. O prazo, porém, está condicionado à aprovação do material e à inclusão da obra no orçamento da autarquia.

O trecho corresponde a uma parte da RSC-287 que ficou fora da concessão realizada em 2020. Por isso, a responsabilidade pela duplicação permanece com o governo do Rio Grande do Sul. A definição sobre quem fará a obra e como será mantida a rodovia depois da intervenção também entrou no debate entre os candidatos ao governo estadual citados pelo Diário de Santa Maria.

Obra prevista para um trecho estratégico

A Faixa Nova é uma das principais ligações entre a área central de Santa Maria e a região de Camobi. O segmento de 9 quilômetros concentra deslocamentos de moradores, estudantes e trabalhadores, além do acesso ao Aeroporto de Santa Maria. No material publicado pelo Diário de Santa Maria, a duplicação aparece como uma demanda que ficou separada do contrato de concessão da RSC-287 firmado em 2020.

Na prática, isso significa que o trecho não foi incluído no pacote administrado pela concessionária responsável por outras partes da rodovia. A execução da duplicação, portanto, não está prevista como uma obrigação direta da empresa concessionária daquele contrato. O Estado precisa conduzir o processo por meio do Daer, desde a análise do projeto até a contratação da empreiteira.

O custo estimado da obra supera R$ 200 milhões, conforme informações reunidas pelo Diário de Santa Maria. O valor mostra a dimensão do empreendimento e também ajuda a explicar por que a definição orçamentária é uma das condições para a abertura da concorrência pública. Sem a previsão dos recursos, a aprovação técnica do projeto não é suficiente para iniciar a contratação.

Projeto inclui viadutos, ciclovia e iluminação

O projeto executivo entregue pela Engemin prevê mais do que a construção de uma segunda pista. De acordo com o Daer, a proposta inclui três viadutos, ciclovia, iluminação e calçadas ao longo do trecho. Esses elementos devem ser analisados pelo órgão antes da publicação do edital.

A duplicação de uma rodovia envolve a definição do traçado, das estruturas de passagem, dos acessos e das condições de circulação para diferentes usuários. Os viadutos previstos fazem parte da solução projetada para organizar cruzamentos e deslocamentos no segmento. Já a ciclovia e as calçadas indicam que o projeto contempla também a circulação de bicicletas e pedestres, além do tráfego de veículos.

O Diário de Santa Maria informou que o projeto ainda aguardava análise técnica do Daer em uma etapa anterior do processo. Depois da entrega pela Engemin, o departamento passou a avaliar o conteúdo para decidir se o material está apto a seguir para a licitação. A previsão divulgada pelo órgão é que o edital possa ser lançado em 2026, desde que o projeto seja aprovado e a obra seja incluída no orçamento da autarquia.

Até o momento, o material não informa a data de publicação do edital, o prazo de execução, o valor final da contratação ou o cronograma de início dos trabalhos. Esses detalhes dependem da conclusão da análise técnica e das etapas administrativas seguintes.

Candidatos divergem sobre concessão

A forma de administrar a Faixa Nova depois da duplicação é outro ponto sem consenso. Conforme levantamento publicado pelo Diário de Santa Maria, Marcelo Maranata defendeu que o Estado faça a obra e, posteriormente, conceda a manutenção do trecho à iniciativa privada. Nessa proposta, o poder público arcaria inicialmente com a duplicação, enquanto a conservação poderia ser transferida em uma etapa posterior.

Juliana Brizola apresentou uma alternativa diferente: incluir a Faixa Nova na concessão. A ideia seria tratar o segmento dentro de um contrato de exploração rodoviária, em vez de mantê-lo separado da estrutura concedida. O material não detalha as condições financeiras ou operacionais defendidas para essa inclusão.

Luciano Zucco declarou apoio às concessões, mas afirmou que os contratos deveriam ser revistos. A posição indica concordância com o modelo de gestão privada, acompanhada da defesa de mudanças nas regras existentes. Já Gabriel Souza defendeu a manutenção do modelo atual, sem apresentar, no material reunido, uma alteração específica para a Faixa Nova.

Rejane Oliveira criticou a cobrança de pedágios e defendeu a participação popular nas decisões relacionadas às rodovias. A proposta coloca o debate sobre a duplicação dentro de uma discussão mais ampla: além de construir a estrada, o governo precisa definir como financiar a obra, quem será responsável pela manutenção e quais custos poderão recair sobre os usuários.

O que ainda precisa acontecer

Para que a obra avance, o primeiro passo é a conclusão da análise técnica do projeto pelo Daer. Depois, será necessária a aprovação do material, a previsão orçamentária e a publicação do edital de licitação. Somente após essas fases será possível conhecer as empresas interessadas, o valor contratado e o prazo oficial para a execução.

A estimativa de licitação em 2026 não equivale ao início imediato das obras. Ela representa uma previsão condicionada a decisões técnicas e administrativas. Também não há, nas informações divulgadas, confirmação sobre a futura concessão da manutenção ou sobre eventual cobrança de pedágio no trecho.

Para Santa Maria, a definição tem impacto direto na mobilidade entre a cidade, Camobi e o Aeroporto. A duplicação pode alterar a circulação de veículos e a segurança dos deslocamentos, mas os efeitos concretos dependerão do projeto aprovado e da forma como os acessos, viadutos, calçadas e ciclovia serão implantados. Por enquanto, a principal referência oficial é a previsão do Daer de levar a licitação adiante em 2026, caso as exigências técnicas e orçamentárias sejam cumpridas.

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