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Ônibus de Santa Maria perderam mais da metade dos passageiros desde 2012

Sistema transportou 16,6 milhões de pessoas em 2025, ante 34 milhões em 2012. A queda se acentuou depois do reajuste da tarifa, e as empresas cobram subsídio

Redação SM Agora2 min de leituraWhatsAppFacebook
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O transporte coletivo de Santa Maria fechou 2025 com 16,657 milhões de passageiros. É menos da metade dos 34,072 milhões de 2012, o maior número da série histórica. Os dados são da Associação dos Transportadores Urbanos (ATU) e da prefeitura e foram publicados em fevereiro pelo Diário de Santa Maria. Eles mostram a dimensão da crise no sistema de ônibus da cidade, que perde usuários, cobra uma tarifa abaixo do custo calculado e depende de subsídio público.

Em 2024, os ônibus transportaram 17,371 milhões de passageiros, cerca de 4% a mais que no ano seguinte. Em 2019, antes da pandemia, foram 28,756 milhões.

Reajuste e queda no número de usuários

A redução ficou mais forte no segundo semestre de 2025. Em julho, a passagem paga em dinheiro subiu de R$ 5 para R$ 6,50. No cartão, passou de R$ 5 para R$ 5,90. Segundo a coluna de Deni Zolin no Diário, entre julho e dezembro o sistema transportou 8,393 milhões de pessoas. No mesmo período de 2024, tinham sido 9,071 milhões, o que representa uma queda de 7,47%.

O jeito de pagar também mudou. O número de passageiros que pagam em dinheiro caiu 33%, e o pagamento com cartão na roleta cresceu 42%. A meia-passagem estudantil e a tarifa operária tiveram queda de 14%. Já as gratuidades seguiram o caminho contrário: subiram de 2,850 milhões para 3,080 milhões no ano, uma alta de cerca de 8%.

Segundo a coluna, o diretor da ATU, Edmilson Gabardo, citou duas saídas em discussão em Brasília: o marco nacional do transporte coletivo, que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados, e a criação de um fundo federal para o setor.

Empresas propuseram cortar 35% do serviço

Em dezembro de 2025, o presidente da ATU, Luiz Fernando Maffini, disse ao Diário de Santa Maria que o sistema vivia "uma situação extremamente delicada". Na ocasião, as empresas propuseram reduzir 35% da oferta de ônibus. O Conselho Municipal de Transportes se posicionou contra a proposta.

A principal queixa das empresas era a diferença entre o valor cobrado do passageiro e o custo do serviço. A tarifa técnica, calculada em maio, era de R$ 7,65, enquanto a passagem custava R$ 6,50. Segundo a prefeitura, faltavam R$ 15 milhões em subsídio naquele momento. Os trabalhadores do setor tinham o 13º salário e o vale-alimentação para receber até 20 de dezembro.

"Sabemos que isso afeta a vida do usuário e do trabalhador, mas é uma das poucas alternativas", afirmou Maffini sobre o corte. Ele também disse que "o sistema é solução para a cidade, não problema".

Para quem depende do ônibus em Santa Maria, essa combinação significa passagem mais cara, risco de menos horários e um sistema com menos dinheiro entrando pela catraca. Os números deste texto vão até fevereiro de 2026. A tarifa em vigor hoje e o andamento das negociações sobre o subsídio não constam nas fontes consultadas.

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