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PF vai apurar oferta reduzida de ônibus no 1º turno das eleições em Santa Maria

Empresas admitem ter rodado com cerca de 40% das linhas de dia útil. No 2º turno, domingo (25), haverá tabela de domingo com reforço em horários de pico

Redação SM Agora3 min de leituraWhatsAppFacebook
Passageiros esperam ônibus do transporte coletivo em uma parada urbana
Passageiros esperam ônibus do transporte coletivo em uma parada urbana · Foto: jarmoluk / Pixabay (Licença Pixabay)

A Polícia Federal (PF) vai investigar se as empresas de transporte coletivo de Santa Maria descumpriram o decreto municipal que exigia, no primeiro turno das eleições, a mesma oferta de ônibus de um dia útil. De acordo com o Diário de Santa Maria, os representantes das operadoras reconheceram, em reunião nesta segunda-feira (19) no Ministério Público (MP), que a regra não foi cumprida por completo. Segundo a Associação dos Transportadores Urbanos (ATU), circularam cerca de 40% das linhas que operam em dias úteis.

Para o segundo turno, marcado para este domingo (25), ficou acertado que os ônibus vão seguir a tabela normal de domingo. Haverá veículos extras nos horários de maior procura, das 9h às 11h e das 12h às 13h30min, principalmente nas linhas que atendem Camobi.

Documentos foram enviados à PF

Publicado pela prefeitura em 1º de outubro, o decreto determinava que as operadoras colocassem nas ruas o mesmo número de veículos e horários compatíveis com os itinerários de dias úteis. Mesmo assim, no dia da votação, 4 de outubro, a reportagem do Diário flagrou ônibus parados em uma garagem do transporte municipal. A Promotoria também recebeu queixas de passageiros sobre a demora. Em Camobi, houve relatos de esperas de mais de uma hora e meia.

A promotora Cinthia Menezes Rangel informou que já enviou à PF os documentos recebidos sobre a operação. Caberá à PF verificar se houve descumprimento das regras e se os fatos podem ser enquadrados como crime. "Ocorreu, em tese, a prática dos delitos dos artigos 297 e 304", afirmou. Os dois artigos do Código Penal tratam de falsificação de documento público e de uso de documento falso. Não foi divulgado a quais documentos a suspeita se refere.

Segundo a promotora, assim que recebeu as primeiras reclamações, ela procurou o prefeito e a Secretaria de Transporte. As empresas foram notificadas ainda naquele domingo e, de acordo com ela, a situação foi corrigida. No dia seguinte à votação, o MP enviou uma recomendação às operadoras.

ATU fala em problema pontual e cobra ressarcimento

Participaram do encontro o prefeito Rodrigo Decimo (PSD), os secretários municipais Rui Fabrin e Guilherme Cortez, além de representantes das empresas e da ATU. Edmilson Gabardo, da diretoria da associação, apresentou os números da entidade. Em dias úteis, o sistema leva cerca de 60 mil passageiros. No domingo da eleição, foram cerca de 18 mil, e 87% deles usaram os ônibus entre 7h e 17h. O pico foi entre 9h e 10h, com cerca de 2 mil usuários.

Ainda segundo a ATU, foram feitas 800 viagens, e seis delas tiveram movimento acima do habitual. Gabardo atribuiu as dificuldades a um problema pontual em Camobi e disse que a operação será repetida no segundo turno, com um ônibus a mais nos horários que tiveram problema.

O presidente da ATU, Luiz Fernando Maffin, garantiu que a oferta vai atender toda a demanda. A entidade pediu que a prefeitura compense as empresas pelos gastos com a gratuidade no dia da votação, o que inclui o pagamento em dobro aos funcionários escalados no domingo. Gabardo estimou o custo da operação em R$ 350 mil. A associação argumenta que a resolução federal não define quem deve pagar pelo serviço. A prefeitura disse que já negocia com as operadoras para conseguir os recursos.

Serviço: a grade de horários do segundo turno, com as linhas que terão reforço, ainda será divulgada pela prefeitura. A ideia é que os eleitores possam se organizar antes e evitar longas esperas nas paradas.

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