Brasileira fica ferida em colisão entre trens de alta velocidade na Espanha
Itamaraty confirmou que mulher recebe assistência consular; acidente deixou 69 mortos e 110 feridos perto de Urda
Imagem meramente ilustrativaBrasileira recebe atendimento consular
Uma brasileira está entre as pessoas feridas na colisão entre dois trens de alta velocidade ocorrida na Espanha. O Ministério das Relações Exteriores confirmou a informação à TV Globo nesta quinta-feira (29). Segundo o Itamaraty, o serviço consular foi acionado ainda na quarta-feira (28), data do acidente, e passou a acompanhar o caso.
As informações iniciais indicam que a brasileira é uma mulher e sofreu ferimentos considerados não graves. O nome, a idade e a cidade de origem dela não foram divulgados. Também não foi informado em qual hospital a vítima está internada. O atendimento consular pode incluir acompanhamento da situação da cidadã e apoio à comunicação com familiares, mas o material divulgado não detalha quais medidas foram adotadas neste caso.
Até o momento, não há indicação de outras vítimas brasileiras. O Itamaraty não divulgou novos detalhes sobre a identidade ou a evolução do quadro clínico da mulher.
Acidente deixou dezenas de mortos
A colisão envolveu dois trens que circulavam pela linha de alta velocidade entre Madri, capital espanhola, e Sevilha, no sul do país. De acordo com o governo espanhol, ao menos 69 pessoas morreram e 110 ficaram feridas. Entre os feridos, 50 continuavam internados e 15 estavam em estado grave.
O acidente ocorreu por volta das 8h54 no horário local, equivalente a 3h54 no horário de Brasília. A ocorrência foi registrada nas proximidades de Urda, município localizado a cerca de 140 quilômetros ao sul de Madri. A área fica em um dos principais eixos ferroviários de alta velocidade da Espanha, utilizado para ligar a capital a cidades do sul do país.
As equipes de emergência foram mobilizadas para retirar passageiros dos vagões atingidos e prestar atendimento aos feridos. O material não informa as causas da colisão, nem se havia suspeita de falha mecânica, erro humano ou problema na operação da linha. Também não foi divulgada a existência de uma investigação concluída sobre o acidente.
Número de passageiros nos trens
Um dos comboios era operado pela Renfe, empresa estatal espanhola. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, o trem transportava entre 393 e 397 passageiros. A diferença na estimativa foi mantida nos dados apresentados após o acidente.
O outro trem pertencia à Iryo e levava 147 pessoas, entre elas um bebê. As informações disponíveis não esclarecem quantos passageiros estavam em cada vagão atingido nem como foram distribuídas as vítimas entre as duas composições.
A presença de um bebê entre os passageiros foi mencionada pelas autoridades, mas não houve divulgação, no material de referência, de informações sobre o estado dessa criança. Da mesma forma, não foram apresentados dados completos sobre a nacionalidade das demais vítimas ou sobre a identificação dos mortos e feridos.
Atendimento e informações aos brasileiros
O acionamento do serviço consular ocorreu no dia do acidente, conforme o Ministério das Relações Exteriores. Esse tipo de atuação é feito pela rede consular brasileira no exterior, que acompanha situações envolvendo cidadãos do país e pode prestar orientação em casos de emergência.
Para familiares que buscam informações, a principal confirmação disponível é a de que uma brasileira está sob assistência consular e, inicialmente, não apresentava quadro grave. O Itamaraty ainda não informou publicamente outros dados que permitam identificar a vítima ou detalhar o atendimento recebido.
Como o acidente envolveu grande número de passageiros e deixou vítimas em estado grave, o quadro pode ser atualizado pelas autoridades espanholas e brasileiras. Até a divulgação das informações citadas, permaneciam sem resposta detalhes sobre a dinâmica da colisão, a responsabilidade pelo acidente e a previsão de conclusão das investigações.
O caso também chama atenção para a comunicação oficial em tragédias com vítimas de diferentes nacionalidades. No episódio, os dados sobre mortos, feridos e internações foram atribuídos ao governo espanhol, enquanto a confirmação da presença de uma brasileira veio do Itamaraty à TV Globo. Essa distinção separa o balanço geral do acidente das informações relacionadas especificamente à cidadã brasileira.
O que se sabe até agora
O acidente aconteceu na manhã de quarta-feira (28), perto de Urda, no trecho ferroviário que liga Madri a Sevilha. Dois trens de alta velocidade, operados por empresas diferentes, colidiram. O governo espanhol contabilizou 69 mortes e 110 feridos, dos quais 50 permaneciam hospitalizados e 15 estavam em estado grave.
Uma brasileira está entre as pessoas feridas. O Itamaraty foi acionado no mesmo dia e informou que ela recebe assistência consular. As primeiras informações apontam que os ferimentos não são graves, mas não foram divulgados o nome da mulher, o hospital onde está internada nem detalhes sobre sua recuperação.
Também ainda não foram informadas as causas da colisão. As autoridades espanholas deverão esclarecer, em etapas posteriores, como ocorreu o choque entre os trens e quais fatores contribuíram para a tragédia. Enquanto isso, o acompanhamento da vítima brasileira permanece sob responsabilidade das autoridades consulares, em contato com os órgãos locais.
- #espanha
- #acidente-ferroviario
- #itamaraty
- #brasileira-ferida
- #trens-de-alta-velocidade
Encontrou um erro? Fale com a redação.
Leia também
IlustrativaColisão de trens deixa ao menos 68 mortos na Espanha
Composições da Renfe e da Iryo bateram na linha de alta velocidade entre Madri e Sevilha; causas ainda não foram esclarecidas
05 de novembro de 2026

Santa Maria registra primeiro feminicídio de 2026 e região chega a cinco casos
Mulher de 37 anos foi morta a facadas no Nova Santa Marta; segundo a Polícia Civil, ela tinha medida protetiva contra o ex-companheiro
05 de novembro de 2026

Júri condena réu a 4 anos e 2 meses pela morte de Verônica em Santa Maria
Caso foi reclassificado de homicídio doloso para lesão corporal seguida de morte; condenado poderá recorrer em liberdade
05 de novembro de 2026