Mulher é morta a tiros pelo companheiro em área rural de Itacurubi
Ocorrência foi registrada na tarde de segunda-feira (2); homem também foi encontrado morto, e investigação ficará com a Delegacia da Mulher de Santiago

Uma mulher de 64 anos foi morta a tiros pelo companheiro na tarde de segunda-feira (2), feriado de Finados, em uma área rural de Itacurubi, na Região Central do Rio Grande do Sul. O homem, de 66 anos, também foi encontrado morto no local. Segundo o Diário de Santa Maria, a ocorrência é tratada inicialmente como feminicídio e será investigada pela Delegacia da Mulher de Santiago.
O chamado foi registrado por volta das 16h20min. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi enviada à propriedade, mas encontrou os dois já sem vida. Até a atualização da reportagem, publicada às 9h31min desta terça-feira (3), não havia informações divulgadas sobre a motivação, a dinâmica completa dos disparos ou o que aconteceu imediatamente antes da ocorrência.
Ocorrência mobilizou o Samu no interior
De acordo com o Diário de Santa Maria, o crime ocorreu na zona rural do município. O material publicado não informa o endereço exato da propriedade, nem registra a presença de testemunhas, outras pessoas feridas ou envolvidos além do casal. Também não foram divulgados detalhes sobre a arma usada, a distância dos disparos ou as condições encontradas pelas equipes no local.
O acionamento do Samu indica que houve uma tentativa de atendimento emergencial, mas os profissionais constataram que as duas vítimas já estavam mortas quando chegaram. A confirmação da causa das mortes e a reconstrução do cenário dependem dos exames periciais e dos registros produzidos pelos órgãos responsáveis. Essas informações não tinham sido detalhadas na primeira divulgação sobre o caso.
A ocorrência foi registrada em um feriado, no fim da tarde. A Polícia Civil deverá reunir os dados do atendimento, os vestígios da propriedade e eventuais relatos de pessoas que possam contribuir para a investigação. Até o momento, não foi informado se havia alguém no local no instante dos disparos ou quem fez o primeiro chamado aos serviços de emergência.
Delegacia de Santiago vai apurar o caso
A investigação ficará sob responsabilidade da Delegacia da Mulher de Santiago, conforme informou o Diário de Santa Maria. A unidade deverá analisar a sequência dos fatos, verificar as circunstâncias da morte da mulher e esclarecer a morte do companheiro, apontado nas informações iniciais como o principal suspeito.
O enquadramento como feminicídio ainda não é definitivo. A classificação precisa ser sustentada pelos elementos reunidos durante o inquérito, especialmente aqueles que indiquem se a morte ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar ou por razões ligadas à condição de mulher da vítima. O fato de o companheiro também ter sido encontrado morto não encerra a apuração sobre a ocorrência nem substitui a análise técnica do local.
Segundo a publicação, o homem teria tirado a própria vida depois de matar a companheira. A informação, porém, integra o relato inicial e deverá ser confrontada com os exames periciais, os vestígios encontrados na propriedade e outras evidências reunidas pela Polícia Civil. Como ele morreu, a investigação terá de reconstruir a dinâmica sem contar com o depoimento do suspeito.
Motivação ainda não foi divulgada
O Diário de Santa Maria informou que não havia, até a atualização do texto, esclarecimento sobre a motivação do crime. Também não foram divulgados dados sobre possíveis discussões, ameaças anteriores, agressões registradas ou testemunhos que expliquem o que levou ao desfecho.
A reportagem informou ainda que a mulher não tinha medida protetiva de urgência contra o companheiro. Esse tipo de medida é concedido pela Justiça para impor restrições em situações de violência, como afastamento do lar, proibição de contato ou limite de aproximação, conforme a decisão judicial. A ausência do mecanismo, entretanto, não permite afirmar se existia ou não um histórico de violência no relacionamento.
Essa informação deverá ser analisada junto com outros registros eventualmente localizados pela investigação. O material divulgado não informa se havia denúncias anteriores, atendimentos policiais ou pedidos de proteção relacionados ao casal. Também não há indicação de que a vítima estivesse acompanhada por outra pessoa ou recebesse algum tipo de atendimento no momento do crime.
Caso pode entrar na estatística estadual
Se o enquadramento for confirmado, o caso será o 66º feminicídio registrado no Rio Grande do Sul em 2026, segundo o Diário de Santa Maria. O número ainda depende da conclusão da investigação e, por isso, não representa uma classificação definitiva da ocorrência de Itacurubi.
A distinção entre homicídio e feminicídio é feita a partir do contexto e da motivação apurados. No feminicídio, a morte está associada à violência doméstica e familiar ou ao menosprezo e à discriminação contra a condição feminina. A definição inicial pode ser revista durante o inquérito, a análise do Ministério Público e as etapas posteriores da Justiça.
Para os moradores de Santa Maria e dos demais municípios da Região Central, o caso será acompanhado pela estrutura regional da Polícia Civil, com a apuração concentrada em Santiago. A cidade de Itacurubi integra a área de cobertura regional do caso, mas o material não informa se houve deslocamento de equipes de outros municípios, nem quais órgãos participaram da perícia.
Próximas etapas dependem da perícia
A investigação deverá buscar respostas para pontos ainda sem esclarecimento: a ordem dos disparos, a posição em que os corpos foram encontrados, a origem da arma, a confirmação da morte do companheiro como suicídio e a eventual existência de histórico de violência. Nenhuma dessas informações havia sido divulgada até a atualização feita pelo Diário de Santa Maria.
Também não foram informados o local do velório, a data do sepultamento ou manifestações de familiares. O material publicado não registra outras vítimas, feridos ou prisões relacionadas ao episódio. Como o principal suspeito também morreu, não há informação sobre apresentação ou detenção de outra pessoa.
A confirmação do feminicídio dependerá das conclusões da Delegacia da Mulher de Santiago e dos exames periciais. Até que a apuração avance, permanece oficial apenas o registro de que uma mulher foi encontrada morta a tiros em uma propriedade rural de Itacurubi e de que o companheiro também foi localizado sem vida. O Diário de Santa Maria publicou a notícia na manhã de terça-feira (3) e informou que o conteúdo havia sido atualizado às 9h31min.
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