Menino que caiu de prédio em Santa Maria recebe alta após atendimento em dois hospitais
Criança deixou o HPS, em Porto Alegre, em 26 de outubro; Polícia Civil apura a queda e a conduta da mãe durante o socorro

Criança recebeu alta após transferência para Porto Alegre
Um menino de 10 anos que caiu de uma estrutura localizada no quarto andar de um prédio no bairro Nossa Senhora das Dores, em Santa Maria, recebeu alta médica em 26 de outubro. O acidente ocorreu no dia 21, quando telhas finas se romperam e a criança caiu de uma altura estimada entre 3 e 4 metros. Após os primeiros atendimentos na cidade, o menino foi levado ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), em Porto Alegre, para avaliação neurológica. As informações foram divulgadas pelo Diário de Santa Maria.
Segundo a delegada responsável pelo caso, a criança teve traumatismo craniano leve, estava assintomática e não corria risco de morte. Depois da alta, ficou sob os cuidados do pai, em um município da Serra gaúcha. O nome da cidade não foi informado pelas fontes consultadas.
O atendimento inicial foi feito no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm). A transferência para Porto Alegre ocorreu porque o menino precisava de avaliação neurológica. O traumatismo craniano leve é uma lesão provocada por impacto na cabeça e, mesmo quando não há sintomas graves no primeiro momento, pode exigir observação médica e acompanhamento especializado.
Entrada no imóvel exigiu intervenção policial
A Polícia Civil também investiga o que ocorreu no apartamento depois da queda. Relatos de socorristas e policiais indicam que houve dificuldade para entrar no imóvel. Diante da falta de acesso, a Brigada Militar arrombou a porta principal e, posteriormente, a porta de um quarto.
A mãe, de 41 anos, negou à Polícia Civil que tenha impedido o atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Conforme o depoimento divulgado, ela se preparava para levar o filho a uma unidade de saúde. A investigação ainda não concluiu se houve atraso, impedimento ou outra conduta irregular durante o socorro.
A Polícia Civil apura, portanto, duas questões relacionadas ao atendimento: as circunstâncias que levaram à queda e o comportamento dos adultos no momento em que as equipes tentavam prestar assistência. A existência de uma porta arrombada, por si só, não define responsabilidade criminal. Essa conclusão dependerá dos depoimentos, dos registros da ocorrência e de outros elementos reunidos no inquérito.
Queda ocorreu após rompimento de telhas
De acordo com as informações divulgadas pelo Diário de Santa Maria, o menino caiu depois que telhas finas cederam em uma estrutura situada no quarto andar. A altura estimada pela investigação ficou entre 3 e 4 metros. O material consultado não informa se a estrutura tinha algum tipo de proteção, isolamento ou sinalização de risco.
A dinâmica do acidente ainda está em apuração. A Polícia Civil deverá reunir relatos de testemunhas, informações dos socorristas e dados sobre o local para verificar como a criança chegou à estrutura e em que momento ocorreu o rompimento. Até agora, não há conclusão pública sobre eventual responsabilidade de qualquer pessoa pela queda.
O fato de o menino ter recebido alta reduz a preocupação imediata com o estado clínico, mas não encerra a investigação. A recuperação médica e a apuração policial seguem em frentes diferentes: enquanto os hospitais acompanharam o trauma, a Polícia Civil tenta reconstruir o acidente e verificar se houve alguma conduta que tenha comprometido o atendimento.
Prisão por suspeita de tráfico ocorreu no mesmo endereço
Durante o atendimento à ocorrência, a Brigada Militar encontrou no apartamento porções de maconha, comprimidos de MDMA, uma balança de precisão e celulares. Por causa da apreensão, a mãe e o companheiro dela, de 28 anos, foram presos em flagrante por suspeita de tráfico de drogas.
A mãe recebeu liberdade provisória em 23 de outubro. O material consultado não detalha a situação judicial do companheiro. A investigação relacionada às drogas é independente da apuração sobre a queda e sobre o atendimento ao menino, embora os fatos tenham ocorrido no mesmo local e durante a mesma ocorrência.
A prisão em flagrante por suspeita não equivale a condenação. Como não há, no material divulgado, informação sobre acusação formal ou decisão definitiva, os envolvidos devem ser tratados como investigados. A Polícia Civil ainda precisa concluir o inquérito e encaminhar os elementos às autoridades responsáveis pela análise judicial.
Polícia ainda não concluiu responsabilidades
A investigação permanece aberta para esclarecer a sequência dos acontecimentos: o rompimento das telhas, a queda, o deslocamento da criança para dentro do apartamento, a chegada do Samu e a necessidade de arrombamento das portas. Também será necessário confrontar a versão apresentada pela mãe com os relatos dos socorristas e policiais.
Segundo o Diário de Santa Maria, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente acompanha a apuração das circunstâncias da queda e da conduta durante o atendimento. A suspeita de tráfico de drogas é investigada em outra frente policial. Até a conclusão desses procedimentos, não é possível atribuir responsabilidade à mãe pelo acidente ou afirmar que ela tenha impedido o socorro.
Para Santa Maria, o caso chama atenção pela combinação entre uma queda envolvendo uma criança, a transferência hospitalar para Porto Alegre e a abertura de investigação criminal no endereço. O principal desdobramento médico foi a alta em 26 de outubro. O principal desdobramento policial ainda depende da conclusão das apurações, que deverão indicar se houve crime ou outra forma de responsabilidade relacionada ao acidente e ao atendimento.
- #santa-maria
- #queda-de-predio
- #policia-civil
- #samu
- #hospital
Encontrou um erro? Fale com a redação.
Leia também
IlustrativaQueda de menino de prédio em Santa Maria é investigada pela Polícia Civil
Criança de 10 anos caiu sobre uma claraboia após brincar em terraço, segundo a investigação; mãe e padrasto foram presos por tráfico de drogas
23 de outubro de 2026

Quatro réus são condenados por chacina com três mortos em Santa Maria
Penas variam de 74 a 98 anos em regime fechado; defesa de dois condenados informou que pretende recorrer
27 de outubro de 2026

Delegada esclarece investigação sobre queda de menino em Santa Maria
Luísa Souza afirma que registro feito após a morte de outro filho, em 2024, apontou meningite como causa natural
26 de outubro de 2026